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Humor

Dois terços dos jovens acham natural a violência no namoro


Um estudo de âmbito nacional realizado pela UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, hoje divulgado, no Porto, revelou que 67% dos jovens aceitam como natural pelo menos um comportamento de violência no namoro.

O trabalho que envolveu 4.600 jovens, com idade média de 15 anos, dos vários distritos do continente e da Madeira, destaca também que 58% dos jovens que já namoraram reportaram terem sofrido pelo menos um dos comportamentos de violência questionados.

As formas de violência questionadas foram o controlo, a perseguição, violência sexual, a violência psicológica, a violência através das redes sociais e a violência física.

De acordo com o estudo, os atos de violência mais aceites são entrar nas redes social sem autorização (35%), insultar durante discussão/zanga (25%), incomodar/procurar insistentemente (23%), insultar através das redes sociais (17%), pressionar para beijar (29%) e empurrar/esbofetear sem deixar marcas (6%).

No que diz respeito à legitimação dos comportamentos de violência, em que a diferença entre rapazes e raparigas é maior, destacam-se os comportamentos de violência sexual, nomeadamente o “pressionar para ter relações sexuais”.

Nesta questão, a legitimação entre os rapazes é quatro vezes superior em relação às raparigas (16%/4%). Da mesma forma quando a questão se refere aos comportamentos de controlo, especialmente o “utilizar as redes sociais sem pedir autorização do/a outro/a”, a diferença entre raparigas e rapazes também se faz notar (30%/42%).

No que se refere a indicadores de vitimização, 20% dos jovens disse já ter sido alvo de violência psicológica, 17% de perseguição, 14% de controlo, 9% de violência através das redes sociais, 8% de violência sexual e 6% de violência física.

Segundo os autores do estudo, os indicadores de vitimização, de um modo geral, apresentam “números preocupantes” entre os jovens, nomeadamente no que respeita aos comportamentos de controlo e de violência psicológica.

Neste sentido, 30% das raparigas e 28% dos rapazes, reportaram já terem sido insultados durante uma discussão ou zanga e, 25% das raparigas e 20% dos rapazes reportaram que já foram proibidos pelo namorado/a de estar a falar com amigos/as durante a relação.

Em conferência de imprensa, que contou com a presença da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, a coordenadora do estudo, Maria José Magalhães, considerou “preocupante” que os jovens continuem a considerar normal alguns atos agressivos, embora, comparativamente a 2019, os indicadores tenham diminuído, nomeadamente na violência física e sexual.

“Embora continuem preocupantes as percentagens diminuíram na maioria das formas de violência, tanto na legitimação, como na vitimização”, sublinhou.

Segundo a responsável, o trabalho de alerta e sensibilização tem de continuar até se chegar a “percentagens irrelevantes, estatisticamente falando”.

“Enquanto tivermos seis ou oito por cento de jovens que numa relação de namoro já sofreram uma violência física, uma violência psicológica ou um controlo, temos de continuar a trabalhar porque, simultaneamente, vamos prevenir a violência nas relações de intimidade, mas também vamos prevenir a violência nas relações em geral entre as pessoas”, acrescentou.



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Isabel dos Santos recorre no processo contra Ana Gomes


A empresária angolana Isabel dos Santos recorreu da sentença do Tribunal de Sintra sobre o processo por alegadas ofensas ao bom nome que moveu contra a ex-eurodeputada Ana Gomes, segundo o documento consultado pela Lusa.

Segundo o texto do recurso, Isabel dos Santos “vem impugnar a decisão proferida pois considera, em primeira análise, que a sentença é nula”.

Em 16 de janeiro o Tribunal de Sintra rejeitou a ação cível apresentada pela empresária angolana Isabel dos Santos contra ex-eurodeputada Ana Gomes por considerar “o direito à liberdade expressão e informação da requerida [Ana Gomes] deverá prevalecer sobre os direitos de personalidade (reputação e bom nome) da requerente (Isabel dos Santos).

Em causa estavam várias publicações online e declarações da ex-eurodeputada, incluindo um ‘tweet’ divulgado a 14 de outubro, reagindo a uma entrevista da empresária angolana à agência Lusa.

“Isabel dos Santos endivida-se muito porque, ao liquidar as dívidas, ‘lava’ que se farta! E (…) o Banco de Portugal não quer ver…”, escreveu Ana Gomes no Twitter.

A ação cível reclamava a retirada das publicações e o recurso insiste nesta ideia.

“Os tweets em causa deverão ser retirados sob pena de estarmos perante um dano continuado e irreversível na esfera jurídica da Recorrente [Isabel dos Santos], tendo a Recorrida[Ana Gomes], na sua disponibilidade a possibilidade de proceder à retirada das publicações on-line”, lê-se no documento.



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20 de fevereiro, Madeira cai, mas ergue-se com mais força


A 20 de fevereiro, recorda-se o temporal da Região Autónoma da Madeira, uma das maiores catástrofes de sempre em Portugal, que retirou a vida a 42 pessoas. O temporal na ilha ocorreu em 2010. Vitorino Nemésio, escritor português, morreu neste dia, em 1978.

O temporal devastador da Madeira provocou 42 mortos e centenas de feridos, além de ter deixado dezenas de famílias desalojadas. Ocorreu a 20 de fevereiro de 2010.

Também a 20 de fevereiro, em 1464, Bragança é elevada à categoria de cidade. Já em 1820, funda-se o Metropolitan Museum of Art.

Em 1941, no Holocausto, os nazis enviam o primeiro grupo de judeus para os campos de concentração.

Um ano mais tarde, o historiador britânico David Irving é condenado por um tribunal austríaco a três anos de prisão, por ter negado o Holocausto, durante a II Guerra Mundial.

Nasceram neste dia William Prescott, militar americano (1726), Sidney Poitier, ator norte-americano, (1927), Cindy Crawford, modelo e atriz americana (1966), e Kurt Cobain, vocalista dos Nirvana (1967).

Morreram a 20 de fevereiro Papa Martinho V (1431), Estácio de Sá, explorador português (1567), Vitorino Nemésio, escritor português (1978), e Ferruccio Lamborghini, fundador da fábrica de carros Lamborghini (1993).



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Falta de médicos no Santa Maria é “problema antigo”, assume diretor clínico


O diretor clínico do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, afirmou hoje que a falta de médicos nas urgências da unidade é um problema antigo que se deve à falta de formação de especialistas há 10 anos.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Joaquim Ferro, e o diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Luís Pinheiro, foram hoje ouvidos na Comissão de Saúde, no parlamento, a pedido do PSD, “a propósito da degradação das condições de funcionamento dos hospitais do SNS [Serviço Nacional de Saúde]”.

O pedido de audição surgiu na sequência de, em novembro passado, 21 chefes de equipa do serviço de urgência do Centro Hospitalar Lisboa Norte terem pedido escusa de responsabilidade devido à falta de médicos, por considerarem não estarem reunidas as condições para cuidados de saúde com qualidade e segurança, numa ação denunciada pelo Sindicado dos Médicos da Zona Sul.

“Um problema que parece ser novo, mas que é antigo”, disse Luís Pinheiro, sublinhando que “nada se passou” em novembro de 2019, do ponto de vista do serviço, que não se tenha passado em anos anteriores.

“Terá acontecido algo diferente do ponto de vista do enquadramento, eventualmente, por uma questão de oportunidade ou de algum cansaço por parte das equipas. Não é um problema por falta de vontade de contratar especialistas para trabalhar nas urgências, mas porque não [os] há”, afirmou.

Luís Pinheiro salientou que existe uma “lacuna geracional” devido à falta de formação de especialistas há dez anos, pelo que agora estão em falta.

Mais de 50% dos médicos tem mais de 50 anos e alguns fazem urgências noturnas, sublinhou.

Por seu turno, Joaquim Ferro referiu que nos últimos anos houve uma alteração das equipas no serviço de urgência e que hoje há menos especialistas, o que obrigou a um esforço redobrado por parte dos especialistas de medicina interna.

Segundo o presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, constituído pelos Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, para minimizar este problema está a ser reforçada a formação na área da medicina interna.

O responsável exemplificou que há cerca de cinco anos apenas se formavam, naquele hospital, sete ou oito médicos, e em 2019 conseguiram formar-se 14, perspetivando-se que em 2020 se possam formar 17.

Outra das medidas apontadas por Joaquim Ferro foi a de reforçar a contratação de médicos desta especialidade, que “se tornou quase o tronco das equipas de urgência”, referindo ainda que durante três anos vai ser necessário “reforçar pelo menos em seis especialistas a medicina interna”.

“Temos a curto prazo três especialistas a mais já recrutados – e já no hospital – e no próximo concurso serão recrutados mais três”, salientou, acrescentando que também se reforçou as equipas “com pessoas mais capacitadas” e internos com mais experiência.



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