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Acidente na A22 causa três mortos e dois feridos graves


O acidente que hoje à tarde envolveu quatro carros na A22, em Boliqueime (Loulé), provocou três vítimas mortais, dois feridos graves e cinco ligeiros, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Segundo a mesma fonte, as vítimas mortais são duas mulheres, de 60 e 35 anos, e um menino de 5 anos.

Os dois feridos graves, uma criança de 2 anos e um homem de 64, foram transportados para o hospital de Faro.

A colisão entre as quatro viaturas causou ainda cinco feridos ligeiros, quatro do sexo masculino – dois homens de 53 e 28 anos, um menino de 4 anos e um bebé de 9 meses – e ainda uma mulher de 25 anos, que foram também transportados para a unidade de saúde.

Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, em declarações à Lusa, o acidente, que ocorreu às 15:43, obrigou ao corte daquela autoestrada junto ao nó de Boliqueime, no sentido entre Lagos e Faro.

Às 17:30 permaneciam ainda no local 34 operacionais dos Bombeiros, GNR, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Cruz Vermelha, apoiados por 16 viaturas.



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PS lidera intenções de voto e Livre perde quase metade da votação


O PS lidera as intenções de voto com 37,1 por cento e um avanço de 10,2 pontos percentuais sobre o PSD numa sondagem em que o Livre surge com metade da votação alcançada nas legislativas em outubro.

Num estudo efetuado pela Eurosondagem para o jornal Sol e o Porto Canal, os socialistas seguem na frente com mais 0,7 pontos percentuais (p.p.) do que o resultado alcançado nas legislativas de outubro passado.

O PSD obtém 26,9 por cento das intenções de voto, menos 0,9 p.p. do que o ‘score’ conquistado nas eleições de outubro, ficando a 10,2 p.p. de distância do PS.

Exatamente com o resultado das legislativas, 9,5 por cento, surge o BE, enquanto a CDU, que junta PCP e PEV, obtém 7,1 por cento, mais 0,8 p.p. do que em outubro.

O CDS e o PAN surgem quase a par, com uma ligeira vantagem para os centristas. O CDS conquista 3,6 por cento (-0,6 p.p. que em outubro) e o PAN 3,5 (+0,2 p.p.).

Entre os três partidos que se estrearam na Assembleia da República em outubro, destaca-se pela negativa o Livre, que fica reduzido a praticamente metade da votação registada em outubro, depois da polémica entre a sua deputada única, Joacine Katar Moreira, e a direção do partido.

O Chega continua a liderar o segmento dos novos partidos parlamentares, alcançando 1,9 por cento, subindo 0,6 p.p. em relação ao resultado das legislativas.

A Iniciativa Liberal regista 1,1 por cento, menos 0,2 p.p. do que em outubro.

O estudo também se debruça sobre a corrida à liderança do PSD, com Luís Montenegro a alcançar a preferência dos inquiridos, tanto do universo em geral, como dos inquiridos que disseram votar nos sociais-democratas.

À pergunta “quem prefere para líder do PPD/PSD e candidato a primeiro-ministro”, 25 por cento dos inquiridos responderam Luís Montenegro, 24,1 por cento Rui Rio, e 13,8 por cento Miguel Pinto Luz, com 37,1 por cento na categoria de dúvidas, não sabe ou não responde.

A mesma questão colocada aos inquiridos que responderam votar no PSD, Montenegro segue à frente, com 27,4 por cento, seguido de Rui Rio, com 24,2 por cento, e Miguel Pinto Luz, com 15,4 por cento, e 33 por cento na categoria dúvidas, não sabe ou não responde.

O estudo da Eurosondagem, feito a partir de 1.019 entrevistas telefónicas, tem uma margem de erro de de 3,07 por cento, para um grau de probabilidade de 95,0 por cento.



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Orçamento de Estado de Cabo Verde para 2020 aprovado na especialidade


O Orçamento do Estado de Cabo Verde para 2020 foi aprovado na sexta-feira à noite na especialidade no parlamento, após dois dias de debate de todos os 55 artigos.

O instrumento de gestão já tinha sido aprovado na generalidade em 30 de novembro, com 36 votos favoráveis do Movimento para a Democracia (MpD, no poder).

Na sua declaração final, o deputado do MpD Miguel Monteiro disse que a aprovação do Orçamento do Estado foi um processo longo, mas que valeu a pena, por entender que no próximo ano os cabo-verdianos terão melhores condições de vida.

“Com este Orçamento do Estado, o Governo vai continuar a aposta no apoio ao financiamento da economia, seja com o programa ‘start-up’ jovem, seja com a bonificação de juros e prestação de garantias”, afirmou o deputado, admitindo que não se trata de um Orçamento perfeito, mas realista face aos constrangimentos do país.

Na aprovação na generalidade, a oposição votou contra, sendo 23 votos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e três da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).

O líder parlamentar do PAICV, o deputado Rui Semedo, afirmou que, em três anos, o Governo do MpD não conseguiu cumprir as suas promessas feitas em 2016, quando ganhou as eleições legislativas.

Rui Semedo lamentou ainda que o executivo tenha rejeitado “literalmente” todas as propostas apresentadas pelo PAICV e disse que o Orçamento é “característico de medidas adiadas e diferidas”.

Miguel Monteiro, deputado do MpD, criticou o PAICV, dizendo que o maior partido da oposição cabo-verdiana fez várias “propostas irrealistas e às vezes populistas”.

O vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, pediu calma ao PAICV, dizendo que o partido apresentou propostas “sem fundamentos” e sem contabilidade e com números trocados.

O também ministro das Finanças destacou as principais medidas do Orçamento, afirmando que o Governo vai continuar a construir um país melhor para os jovens e para todas as ilhas.

O Orçamento do Estado de Cabo Verde para o próximo ano é de 663 milhões de euros, um aumento de 18 milhões de euros, e prevê um crescimento entre 4,8 e 5,8 por cento.

Para o próximo ano económico, o Governo cabo-verdiano estima uma inflação de 1,3 por cento, défice orçamental de -1,7 por cento e que a taxa de desemprego baixe dos atuais 12 por cento para 11,4 por cento.

Relativamente à dívida pública, o executivo prevê uma redução para 118,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) durante o próximo ano económico, menos 1,5 pontos percentuais em relação a este ano (120 por cento).

Quase um quinto do bolo orçamental será destinado aos encargos gerais (19,1 por cento), seguida da saúde e da administração (9,4 por cento), água e saneamento (6,9 por cento) e segurança e administração interna (5,6 por cento), como os cinco primeiros.

A proposta vai ainda ser submetida a votação final global, na próxima sessão ordinária na Assembleia Nacional.



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Bastonária dos Enfermeiros toma posse com alerta para SNS “em fim de linha”


Os alertas para o “tempo de emergência” que vive o Serviço Nacional de Saúde (SNS), em “fim de linha” e a caminhar para um modelo de serviços mínimos, marcaram hoje o discurso de posse da bastonária dos enfermeiros.

Numa cerimónia no Centro de Congressos de Lisboa, Ana Rita Cavaco tomou hoje posse para o segundo mandato à frente da Ordem dos Enfermeiros, e, no discurso perante uma plateia de enfermeiros, mas onde também estava o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, deixou recados e alertas sobre os “tempos particularmente difíceis” que o SNS atravessa, de “destruição do património histórico e cultural”, e para os quais os novos dirigentes da Ordem “têm que estar conscientes”, tendo este organismo a responsabilidade de conseguir ser um “garante da segurança e qualidade dos serviços prestados”.

“O tempo é de emergência. Chegámos ao fim da linha. Não há mais espaço para desculpas, retórica política ou guerras pessoais. É tempo de agirmos todos na defesa de um dos maiores pilares da nossa democracia. Os mais recentes números do relatório da OCDE sobre o estado do setor dizem quase tudo. Em pelo menos 23 indicadores o diagnóstico é negativo, com a população a apresentar resultados de saúde abaixo da média da OCDE”, disse Ana Rita Cavaco.

A bastonária reeleita afirmou que o país está “a falhar redondamente na missão” confiada por António Arnault, reconhecido como o “pai do SNS”, e que os números da OCDE mostram que se está a “dificultar cada vez mais o acesso a um sistema que se quer universal e tendencialmente gratuito”.

“Chegam-me todos os dias relatos de falhas no SNS. Esta frase não é minha, mas podia ser. Esta frase é de Ana Catarina Mendes, líder da bancada parlamentar do PS. O Governo tem duas hipóteses: ou resolve as questões de saúde ou vai ser complicado justificar-se aos portugueses. Este repto também não é meu, é de Carlos César, histórico dirigente do PS. São dois exemplos insuspeitos do estado a que chegámos”, disse a bastonária.

Ana Rita Cavaco disse que recusa aceitar a “realidade de reduzir o SNS ao mínimo e construir um modelo de saúde para ricos e um microssistema para pobres” e pediu “mais investimento e rigor na gestão”, “mais Ministério da Saúde e menos Ministério das Finanças” e “mais ação e menos política”, afirmando ainda, sobre o reforço orçamental de 800 milhões de euros (ME) para a saúde aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros, que “não basta atirar dinheiro para cima de um setor desorçamentado”.

António Sales, na resposta, defendeu que “é preciso também que se olhe para o copo meio cheio e nem sempre para o copo meio vazio”.

“A senhora bastonária salientou aqui os pontos negativos do relatório Health at a Glance da OCDE, recentemente conhecido, e nesses com certeza estamos já a trabalhar para melhorar. Também tenho umas dezenas de indicadores em que estamos melhores, em alguns casos entre os melhores da União Europeia”, disse o secretário de Estado da Saúde.

Insistindo que “não estará tudo bem, mas não está certamente tudo mal”, António Sales contrariou a visão de um SNS em “fim de linha”.

“Não diria, senhora bastonária, que estamos em fim de linha. Creio que não só já mudámos de linha, como também já mudámos de página. Nessa nova página contamos com os enfermeiros, com esta Ordem, para continuar a escrever a história de sucesso do SNS. Esta direção foi eleita com a maior votação da história da ordem o que traz sem dúvida responsabilidades acrescidas”, disse.

Ainda sobre o reforço de 800 ME, Ana Rita Cavaco considerou-os uma “medida positiva” que é “também o reconhecimento” de que os enfermeiros tiveram “sempre razão.

“Quando há quatro anos começámos a as situações de rutura no SNS estivemos sós. O Governo dizia que eram situações pontuais, afinal não são. O que estes 800 ME representam, e bem, é que afinal como sempre dissemos há problemas graves a resolver no SNS e o primeiro passo é reconhecê-los. Para a Ordem dos Enfermeiros o orçamento de 2020 para saúde é um certificado de honra”, disse.

Na resposta, o secretário da Saúde disse que o Governo está “a trabalhar no acesso, no investimento e no reforço de recursos humanos” e que isso “não são só palavras nem apenas números”.

Depois de ter iniciado a sua intervenção a garantir aos enfermeiros e à bastonária que Governo e profissionais estão “mesmo lado da luta” e que “é muito mais o que os une do que aquilo que os separa”, António Sales terminou recorrendo a um slogan da Ordem dos Enfermeiros, para garantir que “ninguém estará sozinho”.



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