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Carregador de carros elétricos é alimentado por gerador a diesel! Será verdade?


Será verdadeira a foto que mostra um carregador de veículos elétricos (EV) sendo alimentado por um gerador a diesel?

Talvez você já tenha visto essa foto, cuja legenda, um tanto quanto irônica, viralizou nas redes sociais. Isso porque, para algumas pessoas a foto é verdadeiro absurdo. O motivo? A princípio, não parece fazer muito sentido que combustíveis fósseis sejam utilizados para manter instalações, equipamentos ou veículos considerados sustentáveis, por assim dizer. Assim sendo, para muitas pessoas a foto mostraria a loucura que os indivíduos, supostamente preocupados com o meio ambiente, estariam dispostos a cometer para dizer que estão colaborando para o bem-estar global.

Somente uma única publicação de um usuário brasileiro, datada de 11 de outubro de 2019, no Facebook (arquivo), já alcançou cerca de 5 mil compartilhamentos! Contudo, essa foto já circula há um certo tempo no Twitter (arquivo), quando um usuário canadense chamado Mr. Frank McVeety, em agosto deste ano, começou a ironizá-la.

Publicação de um determinado usuário brasileiro, no Facebook.

Tuíte de um usuário canadense chamado Frank McVeety.

Entretanto, será que a foto é verdadeira? Estamos realmente diante de um gerador a diesel alimentando um carregador de veículos elétricos? Qual será o contexto por trás dessa foto? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Verdadeiro ou Falso?

A foto é verdadeira! Estamos realmente diante de um carregador de veículos elétricos alimentado por um gerador a diesel! Entretanto, tanto o usuário brasileiro quanto o usuário canadense – os principais responsáveis por propagar essa foto – não explicaram para vocês a realidade por trás da imagem.

Confira a seguir tudo (ou quase tudo) que você precisa saber sobre essa foto!

Onde e Quando a Foto Foi Tirada?

A foto foi tirada no início de dezembro de 2018, num campo de testes na cidade de Perth, na Austrália!

Toda a estrutura que vemos na foto  – apelidada de ChargePod – foi basicamente pensada e financiada por um cidadão chamado Jon Edwards, que é um engenheiro aposentado da cidade. Ele estava procurando por uma solução que pudesse resolver o problema de motoristas, que realizam viagens transcontinentais utilizando seus carros elétricos! Bem, ao menos até que as estações de energia solar se tornem algo mais comum no país.

A foto foi tirada no início de dezembro de 2018, num campo de testes na cidade de Perth, na Austrália!

Assim sendo, Jon Edwards e um grupo de colegas – todos proprietários de carros elétricos – se reuniram para testar se um carregador de veículos elétricos – um Tritium Veefil 50kW DC – acoplado a um gerador a diesel, seria não apenas uma solução confiável, mas também se a quantidade de combustível utilizada era, no mínimo, comparável ao de um carro movido a diesel.

Um Importante Adendo Antes de Continuarmos!

É necessário ter em mente que a Austrália é um país de dimensões continentais. E, quando estamos falando de carros elétricos, a questão da autonomia é um problema muito sério. Se estivermos na cidade de Perth, na Austrália Ocidental, e resolvermos ir até Adelaide, na Austrália Meridional, é preciso ter em mente que iremos percorrer quase 3.000 km. Na prática, atualmente qualquer viagem acima de 200 km é um risco para o proprietário de um carro elétrico. Depende de diversos fatores, é claro, mas é bem possível que o motorista fique na mão em trechos muito distantes.

Essa é uma das principais razões para os carros elétricos representarem apenas 0,2% do total de carros novos vendidos na Austrália. Uma rede precária de abastecimento, o elevado custo da energia elétrica, e o hábito dos motoristas de rebocar grandes quantidades de cargas nas estradas também colaboram para o irrisório número de vendas. Além disso, segundo a cientista australiana, Joanne Nova, os chamados “carregadores rápidos” (“fast chargers“, em inglês) para carros elétricos são como adicionar “20 casas” à rede de energia, ou seja, prejudicam o sistema ou exigem bilhões de dólares australianos em termos de infraestrutura.

Ironicamente, 80% da energia consumida por carros elétricos, na Austrália, é proveniente de fontes que utilizam combustíveis fósseis. Num mundo ideal, o certo seria que 100% dessa energia consumida viesse de fontes da chamada energia limpa. Contudo, essa é uma realidade muito distante por lá.

Os Testes de Jon Edwards

Embora o esquema montado por Jon Edwards soe visualmente ineficiente, os testes apontaram que a utilização indireta do diesel é ligeiramente mais eficiente do que sua utilização direta nos carros (dependendo muito do veículo e do estilo de condução, é claro). Simplificando, um carregador de veículos elétricos alimentado por um gerador a diesel seria, em princípio, ligeiramente mais sustentável do que carros movidos diretamente por motores a diesel.

Rob Dean, presidente do Clube de Proprietários de Teslas da Austrália Ocidental (TOCWA) e membro da Associação Australiana de Veículos Elétricos (AEVA), participou dos testes, que foram realizados na propriedade de Jon Edwards, em Perth. Cerca de 10 motoristas participaram desses testes que envolveram carros da Tesla (das linhas S e X) e uma BMW i3 (pertencente ao Jon).

Em entrevista ao site “The Driven“, Rob enfatizou que o objetivo não era fornecer um carregador de veículos elétricos movido a diesel como solução definitiva, mas tão somente uma alternativa intermediária até que a instalação de baterias e carregadores movidos a fontes renováveis se tornem financeiramente viáveis.

Foto divulgada por Jon Edwards.

Mais uma foto divulgada por Jon Edwards.

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 – t.me/efarsas

Os Resultados

Segundo o site “The Driven”, os testes foram metódicos. Usando o total de kWh adicionado a todos os carros e dividindo pelo combustível total consumido, foi estabelecida uma média de quilowatt-hora por litro de diesel consumido: 3,392 kWh por litro, ou seja, esta seria a performance do ChargePod.

E mais uma foto divulgada por Jon Edwards.

E como chegaram nesse número? Ao utilizar o carregador por 9 horas e 15 minutos foram consumidos 108,6 litros de diesel para carregar os 10 veículos elétricos. Isso representou um consumo total de energia (conforme registrado pelos sistemas de gerenciamento) de 368,4 kWh, que foi entregue a uma taxa média de 3,392 kWh por litro.

Convertendo em valores convencionais de consumo de combustível, e usando a média de vida útil de kWh por quilômetro (algo que depende do carro e do estilo de condução), o BMW i3 foi o mais eficiente. Registrou-se uma taxa de consumo de combustível de 4,392 litros/100 km! Isso foi ligeiramente melhor que um BMW Série 3 movido diretamente a diesel, que apresenta um consumo entre 4,7 e 7,9 litros/100 km (depende muito do modelo).

Os modelos da Tesla, apesar de terem sido menos eficientes que o BMW i3 (entre 5,011 e 6,014 litros/100 km no Modelo S, e 5,689 a 6,957 litros/100 km no Modelo X) consumiram ligeiramente menos que veículos de tamanho semelhante em suas categorias. Por exemplo, um Holden Commodore, movido a diesel, consome 5,7 litros/100 km, enquanto um VW Touareg (um SUV movido a diesel) consome 7,2 litros/100 km).

Tabela com alguns cálculos.

Os Próximos Passos de Jon Edwards

De acordo com o site “The Driven”, Jon Edwards pretendia testar o sistema em Jurien Bay, uma cidade costeira localizada a 220 km ao norte de Perth. Seu “ChargePod” seria instalado num posto de combustível local, onde o público poderia utilizá-lo por cerca de três meses. Todo o lucro obtido seria revertido para a manutenção do próprio sistema na cidade.

Embora não tenhamos encontrado qualquer notícia sobre uma estrutura do porte que vimos na foto ou testes subsequentes, nos deparamos com um usuário, no Twitter, que agradeceu Jon Edwards pelos seus esforços em levar um carregador de veículos elétricos para Jurien Bay, em julho deste ano (arquivo). Segundo o usuário, a estrutura seria permanente.

Tuíte de um usuário que agradeceu Jon Edwards pelos seus esforços em levar um carregador de veículos elétricos para Jurien Bay, em julho de 2019.

O Sistema de Jon Edwards Compensa? É Realmente “Verde”?

Segundo Jon Edwards, seu sistema é melhor do que colocar diesel diretamente num carro. Isso porque, de acordo com ele, a taxa de funcionamento constante do gerador utiliza o combustível com mais eficiência do que ficar acelerando e freando um carro. E, além disso, não haveria uma maior complexidade em termos de instalação dos equipamentos.

É muito simples, funciona muito bem, e é fácil de instalar. Basta deixar no lugar que o proprietário do posto quiser e colocar para funcionar“, disse Jon Edwards.

Agora, e a questão de ser realmente verde? Bem, de fato, não é. Digamos que é, na melhor das hipóteses, apenas “ligeiramente menos pior” do que um carro movido diretamente a diesel. Para ser realmente verde seria necessária uma estrutura completamente diferente do que vemos nas fotos. Atualmente, isso é insustentável em larga em escala. Afinal de contas, tudo tem um preço.

Alguns Pontos Interessantes

Durante a entrevista de Jon para o “The Drive” foi dito algo muito peculiar. Jon alegou ser um cidadão que pagava impostos, e que dirigia um carro elétrico. Logo, por qual motivo não havia uma infraestrutura capaz de atendê-lo, assim como os demais proprietários de veículos elétricos? No entanto, um usuário chamado Pedro comentou que os proprietários de veículos elétricos não pagavam os impostos sobre combustíveis, que seriam justamente os responsáveis pela manutenção das estradas, nas quais os veículos elétricos circulavam.

Outro ponto interessante foi a pergunta de um usuário sobre o motivo da não utilização de uma “bateria movida a energia solar”.

A Resposta de Jon

Eis a resposta de Jon:

Para preencher o espaço entre Clare/SA e Perth/WA são necessários 14 pontos de recarga a aproximadamente 200 km de distância um do outro para criar uma rodovia em que os veículos elétricos possam trafegar. Até que a rodovia seja criada, o número de veículos elétricos circulando por esse trecho permanecerá abaixo de 10 por ano… um número no qual governos, empresas e investidores não ficarão empolgados. Então, na minha humilde opinião, o caminho para termos 14 pontos, de modo a criar uma rodovia, é montar 14 ChargePods e espalhá-los por aí.

Num mundo ideal, um governo inteligente ofereceria um subsídio a cada localidade para comprar uma unidade. Então, cada localidade teria a propriedade da unidade, a abasteceria, faria a manutenção e, com o tempo, ganharia algum dinheiro… Portanto, do meu ponto de vista, apesar de termos provado equivalência, não se trata de consumo de combustível, mas de criar uma rodovia que atualmente não há nenhum modelo de negócios que a suporte.

E, antes que qualquer leitor diga: “mas por que você não usa energia solar?” Calcule o custo de uma bateria de 300 kWh (considerando as perdas, ela pode suprir 2 Teslas de 100 kWh no mesmo dia), um inversor de 60 kw, um carregador de 50 kw e, digamos, 100 kw de painéis, todos os controles, sistema de gerenciamento de bateria, fiação elétrica, contêineres, trabalho de instalação, concreto, guindastes, comissionamento, acomodação, repelente de insetos, filtro solar e água engarrafada, em Caiguna/WA, para um sistema de dois carros por dia, que leva três para recarregar. Então, compare com um ChargePod e tenha um sistema para 24 carros por dia. Trata-se de criar uma rodovia instantânea, e posteriormente torná-la verde quando os números valerem a pena.

Conclusão

A foto é verdadeira! Ela foi tirada no início de dezembro de 2018, num campo de testes na cidade de Perth, na Austrália! No entanto, embora estejamos diante de um carregador de veículos elétricos alimentado por um gerador a diesel, a estrutura que vemos fazia parte de um teste realizado por um engenheiro aposentado australiano chamado Jon Edwards. Ele estava procurando por uma solução que pudesse resolver o problema de motoristas, que realizam viagens transcontinentais utilizando seus carros elétricos pela Austrália.

Segundo Jon Edwards, o sistema era melhor do que colocar diesel diretamente em carros. Em termos de consumo de combustível, no entanto, os resultados apontaram que, na melhor das hipóteses, o sistema era apenas ligeiramente melhor do que abastecer carros movidos diretamente a diesel. Por outro lado, Jon disse num comentário que o foco não era o consumo de combustível, mas dar mais mobilidade a motoristas de veículos elétricos, de forma rápida e com o menor impacto ambiental possível para, posteriormente, quando os números valessem a pena, tornar o sistema inteiro realmente verde.

Essa opinião foi similar a de Rob Dean, presidente do Clube de Proprietários de Teslas da Austrália Ocidental (TOCWA) e membro da Associação Australiana de Veículos Elétricos (AEVA). Ele enfatizou que o objetivo não era fornecer um carregador de veículos elétricos movido a diesel como solução definitiva, mas tão somente uma alternativa intermediária até que a instalação de baterias e carregadores movidos a fontes renováveis se tornem financeiramente viáveis.

Para ser realmente “verde” seria necessária uma estrutura completamente diferente do que vemos na foto. Atualmente, isso é insustentável em larga em escala. Afinal de contas, tudo tem um preço.





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Goleiro rebaixado junto com o Cruzeiro deve abandonar Minas Gerais e seguir rumo ao Grêmio


Dentre as maiores críticas feitas ao elenco do Grêmio na atualidade, está a posição de goleiro, recebendo Paulo Victor uma incontável sequência de questionamentos por conta de seu trabalho. Atenta aos clamores vindos da torcida, a diretoria parece estar se movimentando, e a carência pode estar bem próxima de ser suprida, assim como indica a imprensa esportiva brasileira.

O nome da vez, conforme apura o caderno esportivo SuperFC, pertencente ao jornal O Tempo, é Rafael, goleiro do Cruzeiro. O atleta acabou sendo rebaixado juntamente com a Raposa ao término desta temporada do Campeonato Brasileiro, e a sua situação é tida como bem próxima de se desligar com os mineiros para firmar acordo com os gaúchos.

O único imbróglio existente no momento é os contornos que essa transação ganharia. Estariam sobre a mesa as propostas de empréstimo, por duas temporadas, ou a compra em definitivo. A segunda opção ganha forte resistência por parte da diretoria da Raposa.

Fábio, um dos ´maiores ídolos de toda a história do Cruzeiro, titular absoluto da posição, tem o seu contrato com a Raposa até 2021. A expectativa é de que, ao término de seu vínculo, deva anunciar a sua aposentadoria dos gramados. Neste sentido, surge a esperança em Rafael, para suprir a vaga.

Diante desta situação, pode ser que a diretoria mineira implique com a não venda de seu jogador, embora a saída por empréstimo pareça ser bastante plausível no momento. Rafael está com 30 anos de idade, e apesar de não ser o titular da posição, chamou a atenção da diretoria do Tricolor Imortal.





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Jovem fuma mega charro para provar às autoridades ser para consumo próprio.


Um jovem fumou um mega charro para provar às autoridades ser para consumo próprio e assim livrar-se da prisão.

O jovem foi mandado parar quando ia a caminho do Jumbo da Amadora. Numa vistoria ao seu automóvel perceberam que ele tinha meio quilo de cannabis e foi imediatamente algemado uma vez que a quantidade encontrada ultrapassava o máximo para consumo próprio.

Jovem fuma mega charro

Mas ele não desarmou e num golpe de criatividade colou um pacote de mortalhas gigante e fumou todo aquele meio quilo. A polícia acabou por levá-lo para a esquadra após a última passa, onde ele estava, como seria de esperar com uma grande moca.

Pelo menos já não foi enjaulado em stress.





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“Se as mulheres não começarem a fazer anal, serão trocadas por travestis em 10 anos” – afirma especialista


Uma equipa de investigadores brasileiros chegou à conclusão que nos próximos 10 anos,  os homens vão trocar as mulheres por travestis se elas não começarem a fazer anal.

700 homens de variadas idades responderam a um inquérito e o resultado foi bastante interessante , mais de 70% dos homens disseram que existe uma grande possibilidade de trocar as suas namoradas/esposa por travestis.

“Os travestis não se queixam de nada, gostam do que fazem. Além do mais eles são homens, sabem bem dos que os homens gostam” – disse um dos interrogados.

Artigo satírico apenas para entretenimento.




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