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Um chaveiro colorido que vira cachimbo vem estimulando o consumo de drogas nas escolas?


Recentemente, em nosso grupo no Facebook, fomos questionados a respeito de um “chaveiro colorido”. Porém, esse não era um chaveiro qualquer. Se desmontado e remontado de outra forma, virava uma espécie de cachimbo. A finalidade? O suposto uso de drogas por parte de crianças e adolescentes. Havia, inclusive, um vídeo que servia de demonstração da transformação desse chaveiro em cachimbo.

Esse vídeo foi disseminado numa pequena página chamada “O Peixeiro”, também no Facebook, no dia 18 de junho de 2019. Mesmo sem apresentar nenhuma fonte que atestasse, que crianças e adolescentes estivessem usando ou portando tal objeto, o vídeo se tornou bem popular, e já foi visualizado mais de 180 mil vezes! Confira-o abaixo:

Eis a descrição que acompanhava o vídeo:

ALERTA! ⚓

Uma nova moda nas escolas é o uso desse “chaveiro colorido” aparentemente inofensivo. Solicitamos que pais e responsáveis por crianças e adolescentes fiquem atentos pois trata-se de um cachimbo para consumo de drogas.

O colorido atrai crianças e adolescentes para que façam a primeira experimentação.

Conversem abertamente com as crianças e com os adolescentes e os orientem a dizer NÃO a essa praga que destrói nossa sociedade.

A melhor estratégia para combater a entrada no mundo das drogas é o fortalecimento dos laços afetivos e a aproximação FAMÍLIA/ESCOLA/INFORMAÇÃO.

Publicação da página “O Peixeiro” no Facebook.

Entretanto, esse chaveiro é realmente utilizado como cachimbo? Ele serve para ser usado com drogas ilícitas, a exemplo da maconha e do crack? Ele está sendo distribuído para que crianças e adolescentes experimentem tais drogas? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Verdadeiro ou Falso?

O chaveiro é verdadeiro e realmente se transforma numa espécie de cachimbo. Entretanto, não há nada indicando que tal chaveiro esteja sendo distribuído a crianças ou adolescentes no Brasil. Também não há prova alguma que isso tenha se tornado “moda” ou “mania” entre crianças e adolescentes nas escolas, visto que essa alegação é antiga e nada até hoje foi provado nesse sentido.

Vamos explicar rapidamente esse assunto para vocês.

O Chaveiro que se Transforma em Cachimbo

Conforme dissemos anteriormente, esse chaveiro existe. Ele é vendido há anos, sendo facilmente encontrado em sites de comércio eletrônico internacionais, a exemplo do eBay e do AliExpress. Apesar do valor irrisório (cerca de R$ 3,50 por unidade com frete grátis), e de ser destinado, em princípio, ao consumo de tabaco, ele não demonstra ser um artigo tão popular assim para o consumo de drogas como a maconha ou crack. Considerando o valor e finalidade paralela, o número de vendas no mundo inteiro é ridiculamente baixo.

Além disso, seria necessária a colocação de uma tela metálica de latão ou inox, que é vendida à parte, para evitar que cinzas fossem aspiradas pela boca do usuário. O “chaveiro cachimbo” até pode ser utilizado sem essa tela, mas é difícil imaginar uma criança experimentando cinzas e gostando da sensação. Ainda mais para uma primeira vez. Isso sem contar, que há muitas reclamações sobre a qualidade do material e dos encaixes, ou seja, muitas unidades vêm com defeito.

Curiosamente, há até quem se preocupe com a tinta utilizada no chaveiro, que pode conter chumbo, algo que ironicamente seria mais tóxico, a curto prazo, que algumas drogas que circulam nas ruas.

E Aqui no Brasil?

Aqui no Brasil, é possível encontrar facilmente esse chaveiro em sites como o Mercado Livre. O valor, no entanto, é bem maior, em média R$ 15. O frete é variável e dependendo do valor se torna inviável. O número de chaveiros vendidos também é ridiculamente baixo e desproporcional ao alarmismo gerado.

Entre em contato com o E-farsas via WhatsApp: (11) 96075-5663

Portanto, o preço (incluindo acessórios), a funcionalidade, a logística e fato de ser colorido, que facilmente chamaria a atenção ao ser visto na boca de uma criança ou adolescente (sem contar a fumaça), não corroboram com a narrativa disseminada. Para completar, ainda seria necessário um gasto adicional com drogas ilícitas. Um “baseado”, por exemplo, seria muito mais discreto e mais barato que toda essa parafernália.

O Chaveiro Está Sendo Utilizado nas Escolas?

Não existe nenhuma prova disso. Se algo assim estivesse sendo utilizado por crianças e adolescentes, muito provavelmente o alerta já teria sido feito pela Polícia Militar, Ministério Público ou secretarias de Saúde, assim como a informação já teria sido repassada por veículos de imprensa. Até o momento não encontramos nenhuma denúncia comprovável da utilização desse chaveiro em escolas. Tudo o que temos é tão somente um mero alarmismo infundado. Para vocês terem uma ideia, o site “Boatos.org”, em abril 2017, já havia comentado sobre esse mesmo texto que estava circulando em grupos do WhatsApp e no Facebook. Tal como agora, nada foi comprovado naquela época.

Além disso, não soa ser muito racional a distribuição de objetos coloridos que exalem fumaça e sejam colocados na boca de crianças. Obviamente chamaria a atenção, provocaria a mobilização dos professores e dos pais, e tudo isso geraria um aumento do policiamento, ou seja, traficantes de drogas perderiam espaço em vez de lucrar com isso.

Existe a Possibilidade que Isso Venha a Ser Distribuído em Escolas?

Sempre é possível que objetos ou práticas se tornem virais e, consequentemente, “moda” por um determinado período de tempo. Porém, nesse caso em específico, se formos considerar todo o custo de compra, distribuição e utilização, não soa nada viável.

Ainda assim, caso isso aconteça, e tenhamos provas suficientes mediante investigação de órgãos e autoridades competentes, seremos um dos primeiros a alertar vocês.

Sempre é possível que objetos ou práticas se tornem virais e, consequentemente, “moda” por um determinado período de tempo. Porém, nesse caso em específico, se formos considerar todo o custo de compra, distribuição e utilização, não soa nada viável.

Por enquanto, tudo o que temos é um alarmismo perverso. Pessoas má-intencionadas e sem escrúpulos se aproveitam do natural sentido de proteção dos pais para implantar e disseminar o medo. E fazem isso justamente em relação a um ambiente considerado relativamente seguro por muitos pais: a escola.

Conclusão

O chaveiro é verdadeiro e realmente se transforma numa espécie de cachimbo. Entretanto, não há nada indicando que tal chaveiro esteja sendo distribuído a crianças ou adolescentes no Brasil. Também não há prova alguma que isso tenha se tornado “moda” ou “mania” entre crianças e adolescentes nas escolas, visto que essa alegação é antiga e nada até hoje foi provado nesse sentido.

Evidentemente, a conversa entre pais e filhos continua sendo necessária, assim como toda a orientação para evitar contato com quaisquer objetos, alimentos ou bebidas que sejam fornecidos, por terceiros, em qualquer local. Em caso de dúvidas, os pais devem entrar em contato com a escola de seus filhos e, caso necessário, buscar maiores esclarecimentos no batalhão de Polícia Miltar mais próximo de sua residência. Evitem, no entanto, disseminar o pânico de forma desnecessária e infundada em grupos do WhatsApp ou nas redes sociais.



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Barraco na Sônia Abrão termina mal e repórter esconde faca às pressas


O programa ‘A Tarde é Sua’, da RedeTV!., conhecido por mostrar polêmicas e até barracos de famosos, superou-se no último dia 14. Quem sintonizava a atração, via o momento em que o empresário José Roberto Barbosa, de 54 anos, voltava para casa. Ele é ex-marido de Pituxita, que trabalhou com Xuxa como Paquita. 

Ao chegar no local, no entanto, o imóvel estava trancado e foi necessário chamar um chaveiro.  Já dentro da casa, José flagrou Pituxita com outro homem. De acordo com informações do site Natelinha, durante a reportagem, o jornalista Alessandro Lo-Bianco, viu o clima esquentar. 

Em dado momento, Alessandro, com medo do que poderia acontecer, chegou a esconder uma faca. O bate boca entre Pituxita e o ex-marido foi sério, como ele explicou em uma entrevista ao colunista Sandro Nascimento. 

“Quando sentimos a movimentação, Roberto já disse: ‘Tem um homem no meu quintal’. Desse momento em diante me mantive mais afastado, pedi para que o cinegrafista desse atenção e cobertura total ao cenário, e tentei entender a situação de forma rápida..”, disse o jornalista na entrevista. 

Na reportagem, José encontra parque do seu estoque completamente quebrado e bagunçado. Ele acabou não ficando na casa, já que a ex-esposa, mesmo não sendo proprietária do imóvel, recusou-se a sair do local. Vale lembrar que Pituxita acusou o ex-marido de agressão, porém foi flagrada por imagens de câmeras de segurança de auto-lesionando.

A justiça teria autorizado a volta de José à casa, mas ainda não respondeu se Pituxita tem mesmo o direito de ficar ali. 





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Filho que procurava o pai descobre que ele trabalha na mesma empresa na secção “perdidos e achados”.


Um filho que procurava o pai descobre que ele trabalha na mesma empresa na secção “perdidos e achados”. O homem de 30 anos procurava o pai há mais de 10 anos.

“O pai dele desapareceu há muito tempo. Ele foi trabalhar de manha e nunca mais voltou para casa.”, disse um amigo.

O homem sofreu por vários anos pela ausência do pai e acabou por descobrir que ele trabalhava na mesma empresa, na secção “perdidos e achados”.

Ele descobriu que era seu pai pelo nome e por ser muito parecido com ele.

O pai admitiu que era seu filho mas não deu qualquer justificação pelo seu desaparecimento.

Nota: Este é um artigo de carácter humorístico/satírico com o objectivo de fazer rir. A informação aqui veiculada não corresponde à realidade. É meramente ficcional.





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Jovem que procurava o pai descobre que ele trabalha na mesma empresa na secção “perdidos e achados”


Um homem de 30 anos, de França, na semana passada, teve um reencontro inesquecível no seu posto de trabalho.

De acordo com amigos do homem,  ele procurava o pai há mais de 10 anos.

“O pai dele desapareceu há muito tempo. Ele foi trabalhar de manha e nunca mais voltou para casa.”, disse um amigo.

O homem que sofreu por vários anos pela ausência do pai descobriu que ele trabalhava na mesma empresa, na secção “perdidos e achados”.

Ele descobriu que era seu pai pelo nome e por ser muito parecido com ele.

O pai , quando confrontado, admitiu que era seu filho mas não deu qualquer justificação pelo seu desaparecimento.

 




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